Iminência

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A urgência em escrever corre nas veias de quem nem sempre diz o que sente. Nasce de onde o coração transborda.

É a necessidade de se fazer em palavras, de recitar o amor não verbalizado. É romper a barreira do medo, verter o que já não cabe em si. É querer se fazer compreender por meio de prosa e poesia.

É o ímpeto de quem a tudo observa, de quem lê e decifra pessoas em silêncio. E tentar explicar sentimentos que se mostram como imagens imperscrutáveis.

É a vontade de se fazer entender, de ser alcançado aonde ninguém quase nunca vai.

A urgência de escrever se faz quando o que se sente não cabe em ser.

É sentir as palavras letra a letra como uma música que quase ninguém ouve. Ela vem e você obedece.

A urgência em escrever nasce do âmago, da alma… da fenda por onde passa tudo o que não se vê.

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