Dela

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Ah, ela… essa mulher que não sabe ser pouco. Ela atravessa tanta coisa com o olhar, mas é muralha pros olhares desatentos. De fala suave, até parece calmaria, tempo bom com brisa marítima… Não se engane: ela te distrai com a visão do barco, enquanto seus sentimentos são o mar profundo e denso por baixo dele.

E tanta gente gosta da ideia do que ela representa, mas quem dá conta de arcar a realidade do que ela é? De lidar com essa intensidade que só se apresenta pra quem tiver coragem de transpassar o medo de estender a mão e segurar, e não soltar mais?

Talvez quem se arriscar perceba que há tanto que ela não diz, porque muito do que sente não pode ser traduzido na linguagem do mundo. Porque tem coisa que só pode ser entendida do lado de dentro, e ela não deixa quase ninguém entrar.

E enquanto você acha que ela olha para o nada apenas admirando a paisagem, tempestades se formam e dissipam em seu íntimo, e ela vagueia por eras, vai à lua e volta, e esbarra em todos os sentimentos do mundo, só pra voltar com um pouquinho de cada um deles na curva do sorriso.

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